quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Um Desejo...

Um desejo...
Se tivessem direito a um desejo... Qual seria?
Carro? Casa? Dinheiro? Que fútil! Tentem de novo!
Paz no mundo? Demasiado altruísta! Vá lá, com sinceridade.
Ah, imortalidade, poder voar, controlar o fogo, viajar no tempo... Muito melhor!
É... são bons desejos, mas pequenos na minha opinião...
Ter mais desejos? Bem jogado, nada mau! Mas ainda não chega!
E que tal algo como... o Poder da Criação Absoluta?
Criar, em primeiro lugar, um corpo imortal para alojar a alma, depois um panteão acima do universo de onde pudesse observar tudo. Agora começar: criar dezenas de mundos diferentes e sem limites!
Criar mundos, personagens, histórias, artefactos, matérias, deuses, mundos paralelos, desde primitivos a completamente mecanizados... CRIAR, e viver a criação!
Aborrecido? Fartar-me um dia? Porquê? Posso simplesmente criar um corpo que aloje a minha alma num mundo que criei sem consciência de quem sou, e quando morrer voltar ao meu corpo original... posso depositar-me em vários corpos em vários mundos ao mesmo tempo, posso inclusive ter criado este mundo e este corpo, e estar a viver sem consciência de quem sou para a recuperar quando este corpo morrer. Aventuras sem fim em mundos completamente diferentes.
Solidão? O que me impede de criar para os meus amigos corpos imortais e os levar comigo para o panteão?
Responsabilidade? Nem por isso, basta criar uma raça que se ocupe da organização dos mundos quando não me apetecer pensar nisso.
Se ainda assim fosse possível ficar farto, o que não acho possível, poderia sempre criar algo que fizesse com que tudo não passasse de um sonho, acordando neste mundo no momento em que tivera direito a um único desejo.
É, sonhar é bom... talvez eu possua mesmo esse poder e esteja por aqui de passagem sem consciência de quem sou. Pouco provável, mas possível!


Elai ST

terça-feira, 6 de novembro de 2007

SkulL Project

No topo das enumeras actividades ligadas à fantasia que executo, está o RPG (Role Playing Game). Li uma vez sobre o assunto e fiquei bastante interessado, um jogo em que um grupo de amigos se reúne para viver aventuras inimagináveis sem sair do sofá. Consistia num mestre (alguém que modera a história) e personagens (os restantes do grupo que vivem a história na pele de personagens). Interessante deveras mas muito difícil de começar, era necessário possuir vários livros de regras, dados, sistema de jogo.
Numa das várias caminhadas dos 9, Zell deu a ideia de tentarmos jogar sem qualquer livro ou regra. A única regra: o mestre! O mestre criaria o mundo, as situações, as regras, inimigos, perigos, tudo! O mestre seria o mundo.
Para facilitar, juntámos-nos os dois para mestrar, eu tenho a experiência em contar histórias e ele tinha a ideia bem assente na cabeça. Horas de caminhada passaram a correr enquanto as personagens se debatiam contra ferozes dragões e se tentavam safar da melhor maneira possível. Nada mau para uma primeira vez, à cerca de dois anos e meio.
Desde esse dia é impossível contar quantas aventuras vivemos lado a lado, com vários mestres diferentes, incorporando diferentes personagens. Vivemos o presente, o futuro, o passado, o inimaginável, o impossível. Tornou-se parte das vidas de sete dos 9, assim como de outros que foram aderindo e se fascinando.
De todos esses RPG's, existe um que marcou mais que qualquer outro, a grande campanha. Dediquei-me pela primeira vez à preparação prévia de um RPG e surgi com uma mapa e várias ideias. Jogámos esse mapa dezenas de vezes e ainda hoje o fazemos. Eu, como mestre nomeei-me Supremo e encontrava-me algures no mapa. Falei com as personagens que só percebiam quem era o supremo uma vez entrassem no famoso Hall de entrada e eu lhes comunica-se que o próprio mestre era o supremo. A evolução de todos foi memorável assim como as intrigas, amizades, revoltas, etc. Sinto-me hoje orgulhoso do mundo que criei com a ajuda de todos os que jogaram, mas não estava à espera que Marco fosse tatuar a sua personagem no corpo. Previsto para Fevereiro, altura em que completa dezoito anos. Estou empenhado a cem por cento neste projecto que ele próprio me colocou em mãos, escolher a fase do SkulL, escolher a desenhadora (Mia), dar a descrição, enfim, tratar de tudo. Decidi então que tatuaria também o símbolo do supremo no mesmo dia, mas ainda nem pensei nisso. O entusiasmo e a emoção são demasiado elevados.
SkulL é um anjo, mas muito diferente para quem conhece a história, e irei postar aqui a imagem uma vez acabada assim como um resumo da sua história. A personagem é muito importante para quem a vai tatuar, pois para além da importância da fantasia na sua vida, é uma personagem que muito diz sobre si e com a qual viveu aventuras memoráveis.
O desenho está a ser concebido neste momento e eu encontro-me em grande nervosismo, de modo que decidi escrever um pouco para descontrair.
Para todos os que conhecem a personagem e estão ansiosos por vê-la no peito do jovem Marco, para todos os que sabem o que significa o nome SkulL na cidade mais religiosa do mapa, para todos os que sabem o que significa "Salve todos os anjos excepto um!", para todos os que conhecem o Supremo e já viveram o seu mundo, para todos os que conhecem o poder de SkulL e a inteligência da sua evolução... a batalha não terminou e Ne'Holen já está em movimento...

"Neste mundo que treme quando me vê, tu és apenas mais uma presa para saciar os meus machados sedentes de sangue!" Por SkulL

Elai

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

O Contador de Histórias

É geralmente um homem que já muito viveu, com uma longa barba branca e óculos apoiados na ponta do nariz, que se pode intitular contador de histórias.
Tenho apenas 18 anos, a barba mal se vê, não uso óculos, e não vivi o suficiente para deliciar quem quer que seja com a minha experiência de vida. No entanto já imaginei muito, já viajei muito por mundos inexistentes e nessas viagens conheci sábios com uma experiência de vida superior a qualquer ser que habite o mundo real! Louco? Espero que sim, pois é dessa forma que me tenho intitulado desde que me lembro. Não amo a fantasia para me esconder da realidade porque é muito dura e blá blá blá, como já estou habituado a ouvir! No mundo real sou um estudante universitário de segundo ano de letras clássicas e modernas, pratico desporto (parkour), estou sempre rodeado de amigos, vou a concertos (de metal \m/), adoro a minha família, etc. Tudo perfeitamente normal (embora odeie normalidade), no entanto este mundo simplesmente não chega! Fantasia não é um refugio, é uma extensão. Muitas são as críticas sociais que tenho de suportar, pois no mundo em que vivemos, ninguém aceita que um jovem rapaz ame a fantasia sem que seja acusado de problemático e necessitado de ajuda profissional.
Quem eu permita que me conheça, ou quem insiste o suficiente acaba por se fascinar pelo meu modo de ver e interpretar o mundo (e sim, sou muito convencido), mas devida a minha arrogância afasto todos aqueles que acho demasiado básicos para sequer perceberem algo fora do comum, de modo que acabam por formar estranhas ideias acerca de mim e criar histórias ridiculamente idiotas acerca de quem sou e do que passei. O meu nome causa muita intriga (mais uma vez convencido mas sei que sim), pois digo o que acho que devo dizer pronto a enfrentar as críticas, o que, ao que parece, resulta em comentários e longas conversas acerca do assunto entre pessoas demasiado cobardes para mostrar essa indignação quando estou por perto, e aqueles que me conhecem e me tentam defender embora isso não seja uma prioridade para mim.
Entre os meus amigos contam-se os mais importantes para mim, "Os 9" (eu e mais oito), todos muito diferentes com uma paixão comum, a fantasia. Facto estranho uma vez que nos juntámos por mero acaso.
Muitos consideram que tive uma história de vida complicada, embora eu não a encare assim, e por isso respeitam-me depois de me conhecer e mostram curiosidade por mim (mais uma vez).
Penso que para o que espero escrever por aqui, este pequeno texto chegue para conhecer a pessoa que escreve. Considero-me acima de tudo uma mente aberta (não uma daquelas mentes que jura ser aberta até que surja uma nova ideia "demasiado estranha para ser aceite", mas uma mente verdadeiramente aberta pronta para discutir verdades supostamente absolutas).
Sei que os comments serão sobretudo de tias que adoram o sobrinho e têm saudades de lhe apertar as bochechas, e que dirão que está perfeito mesmo que escreva sobre "As emocionantes aventuras de cozer roupa do Pedro alfaiate", mas tenho esperança, no entanto, de receber criticas (boas e más) de amantes de literatura e fantasia.
Bem Vindos...

Elai