terça-feira, 6 de novembro de 2007

SkulL Project

No topo das enumeras actividades ligadas à fantasia que executo, está o RPG (Role Playing Game). Li uma vez sobre o assunto e fiquei bastante interessado, um jogo em que um grupo de amigos se reúne para viver aventuras inimagináveis sem sair do sofá. Consistia num mestre (alguém que modera a história) e personagens (os restantes do grupo que vivem a história na pele de personagens). Interessante deveras mas muito difícil de começar, era necessário possuir vários livros de regras, dados, sistema de jogo.
Numa das várias caminhadas dos 9, Zell deu a ideia de tentarmos jogar sem qualquer livro ou regra. A única regra: o mestre! O mestre criaria o mundo, as situações, as regras, inimigos, perigos, tudo! O mestre seria o mundo.
Para facilitar, juntámos-nos os dois para mestrar, eu tenho a experiência em contar histórias e ele tinha a ideia bem assente na cabeça. Horas de caminhada passaram a correr enquanto as personagens se debatiam contra ferozes dragões e se tentavam safar da melhor maneira possível. Nada mau para uma primeira vez, à cerca de dois anos e meio.
Desde esse dia é impossível contar quantas aventuras vivemos lado a lado, com vários mestres diferentes, incorporando diferentes personagens. Vivemos o presente, o futuro, o passado, o inimaginável, o impossível. Tornou-se parte das vidas de sete dos 9, assim como de outros que foram aderindo e se fascinando.
De todos esses RPG's, existe um que marcou mais que qualquer outro, a grande campanha. Dediquei-me pela primeira vez à preparação prévia de um RPG e surgi com uma mapa e várias ideias. Jogámos esse mapa dezenas de vezes e ainda hoje o fazemos. Eu, como mestre nomeei-me Supremo e encontrava-me algures no mapa. Falei com as personagens que só percebiam quem era o supremo uma vez entrassem no famoso Hall de entrada e eu lhes comunica-se que o próprio mestre era o supremo. A evolução de todos foi memorável assim como as intrigas, amizades, revoltas, etc. Sinto-me hoje orgulhoso do mundo que criei com a ajuda de todos os que jogaram, mas não estava à espera que Marco fosse tatuar a sua personagem no corpo. Previsto para Fevereiro, altura em que completa dezoito anos. Estou empenhado a cem por cento neste projecto que ele próprio me colocou em mãos, escolher a fase do SkulL, escolher a desenhadora (Mia), dar a descrição, enfim, tratar de tudo. Decidi então que tatuaria também o símbolo do supremo no mesmo dia, mas ainda nem pensei nisso. O entusiasmo e a emoção são demasiado elevados.
SkulL é um anjo, mas muito diferente para quem conhece a história, e irei postar aqui a imagem uma vez acabada assim como um resumo da sua história. A personagem é muito importante para quem a vai tatuar, pois para além da importância da fantasia na sua vida, é uma personagem que muito diz sobre si e com a qual viveu aventuras memoráveis.
O desenho está a ser concebido neste momento e eu encontro-me em grande nervosismo, de modo que decidi escrever um pouco para descontrair.
Para todos os que conhecem a personagem e estão ansiosos por vê-la no peito do jovem Marco, para todos os que sabem o que significa o nome SkulL na cidade mais religiosa do mapa, para todos os que sabem o que significa "Salve todos os anjos excepto um!", para todos os que conhecem o Supremo e já viveram o seu mundo, para todos os que conhecem o poder de SkulL e a inteligência da sua evolução... a batalha não terminou e Ne'Holen já está em movimento...

"Neste mundo que treme quando me vê, tu és apenas mais uma presa para saciar os meus machados sedentes de sangue!" Por SkulL

Elai